O mercado pet está crescendo. Mas será que os negócios estão evoluindo na mesma velocidade?
Faturamento em alta, agenda cheia, equipe sobrecarregada — e, ainda assim, margem apertada, caixa no limite e decisões tomadas no “feeling”. Esse paradoxo virou rotina no mercado pet brasileiro. E ele tende a se agravar em 2026.
O setor entra em uma nova fase: mais concorrência, consumidores mais exigentes, custos mais altos e uma operação cada vez mais complexa. Nesse cenário, crescer sem método deixa de ser um risco invisível e passa a ser um erro estratégico.
A pergunta que gestores precisam se fazer é direta: meu negócio está crescendo para fora… ou também para dentro? Há lucro real ou apenas movimento? Há processos, indicadores e previsibilidade ou só esforço?
Na visão do SimplesVet, que acompanha de perto a rotina financeira e operacional de milhares de clínicas e pet shops no Brasil, o futuro do mercado pet não será definido por quem atende mais, mas por quem gestiona melhor. Quem entende custos, precifica com estratégia, padroniza processos, usa dados para decidir e desenvolve lideranças capazes de sustentar o crescimento.
Este conteúdo reúne reflexões estratégicas sobre gestão financeira, precificação, processos, pessoas e uso inteligente de dados — temas que deixam de ser “administração” e passam a ser condição de sobrevivência e diferenciação no mercado pet de 2026.
Porque, daqui pra frente, crescer sem planejamento não será mais sinal de sucesso. Será sinal de alerta.
- Gestão financeira no mercado pet: quando o faturamento cresce, mas o lucro não;
- Ao definir preços na clínica veterinária: cuidado para não comprometer a margem;
- Falta de padronização de processos no pet shop e na clínica veterinária;
- Negligenciar a gestão de pessoas compromete a experiência do tutor e do pet;
- Tomar decisões sem dados aumenta riscos;
- Ignorar o novo comportamento do consumidor pet.
Gestão financeira no mercado pet: quando o faturamento cresce, mas o lucro não
Um dos erros de gestão mais comuns — e mais perigosos — no mercado pet é confundir crescimento de faturamento com crescimento de resultado. A clínica lota, os atendimentos aumentam, a equipe corre… mas o dinheiro não sobra. Pelo contrário: o caixa aperta.
Como explica o professor e especialista do mercado pet, Marco Antonio Gioso, esse cenário costuma dar sinais claros — que muitos gestores ignoram até o problema virar estrutural: “Caixa apertado mesmo com agenda cheia: o time trabalha muito, a clínica lota, mas falta dinheiro para pagar fornecedores e folha com tranquilidade”.
O problema é que, na prática, esse “crescimento” muitas vezes está sustentado em margens frágeis, descontos recorrentes, custos mal controlados e decisões financeiras tomadas sem método. O resultado é um lucro que existe apenas no papel — quando existe.
Gioso resume bem essa sensação comum no setor: “Escuto muito a seguinte frase: Vejo que entra dinheiro, mas nunca sobra na minha conta pessoal!”.
Isso acontece com frequência no mercado pet porque muitos negócios nascem e crescem a partir da excelência técnica, não da gestão. Sem DRE gerencial, sem fluxo de caixa projetado, sem controle de custos por serviço, o crescimento vira um risco silencioso.
O cenário se torna ainda mais crítico com o aumento da complexidade operacional — mais equipe, mais serviços, mais equipamentos, internação e plantões. Como alerta o especialista: “O negócio cresce ‘para fora’, mas não cresce ‘para dentro’”.
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Ao definir preços na clínica veterinária: cuidado para não comprometer a margem
Outro erro recorrente na gestão de negócios pet é definir preços olhando apenas para o que o concorrente cobra. É uma prática comum — e perigosa — especialmente em um mercado cada vez mais competitivo e pressionado por custos.
Como explica Gioso, esse comportamento nasce da facilidade, não da estratégia: “Porque é o caminho mais fácil e mais emocional: ‘quanto o outro cobra?’”.
O problema é que essa lógica ignora algo fundamental: cada negócio tem uma estrutura de custos, um nível de entrega e uma complexidade operacional diferentes. Clínicas com equipe treinada, protocolos, equipamentos, internação e rastreabilidade não podem operar com a mesma precificação de estruturas mais simples — sem comprometer o próprio futuro.
No médio prazo, os impactos são claros e cumulativos. Segundo Gioso: “No médio prazo, os riscos são concretos: erosão de margem e incapacidade de investir”.

Quando o preço não sustenta a operação, a conta aparece em outros lugares: queda na qualidade, tensão com clientes, dificuldades para investir em tecnologia, treinamento e marketing — e, inevitavelmente, desgaste da equipe.
Falta de padronização de processos no pet shop e na clínica veterinária
Um dos erros mais silenciosos — e mais caros — na gestão de negócios pet é operar sem padrões claros. Quando cada colaborador atende “do seu jeito”, a empresa perde consistência, controle e capacidade de crescer com qualidade.
Para Fran Mendonça, mentora e especialista em gestão de pet shops, o problema começa na ausência de método no dia a dia: “Método é tudo. Quando você cria padrões, você constrói uma empresa autogerenciável”.
Sem processos definidos, tarefas básicas passam a depender da memória ou da boa vontade da equipe. Atendimento, cadastro, pós-venda, rotina operacional e relacionamento com o cliente ficam fragmentados — e isso impede qualquer tentativa de escala.
A especialista é direta ao apontar onde muitos negócios falham: “Checklist para tudo: do bom dia ao tchau para o cliente”.
Esse cenário também impacta diretamente a percepção do tutor. Como destaca Gioso, a falta de padronização clínica e operacional gera inconsistência e insegurança: “Não se deve atender cada vet de uma forma! Um interna, solicita exames; outro pede observação em casa! Aos olhos do cliente isto é péssimo!”.
Além da experiência do cliente, os processos mais críticos são justamente aqueles que afetam qualidade, risco e caixa. Nas palavras de Gioso: “Os mais críticos são os que tocam qualidade, risco e caixa”.
Fran reforça que padronizar não é criar algo engessado, mas sim algo mensurável e ajustável: “Não adianta implantar processo e não acompanhar. Tem que metrificar, analisar e ajustar sempre”.
Quando processos existem e são acompanhados, o negócio reduz retrabalho, treina mais rápido, ganha previsibilidade e deixa de depender exclusivamente de pessoas específicas. Sem isso, não há gestão — apenas esforço contínuo para manter a operação funcionando.
E esforço, sozinho, não sustenta o crescimento.
Negligenciar a gestão de pessoas compromete a experiência do tutor e do pet
No mercado pet, a experiência do cliente não é construída apenas por estrutura, equipamentos ou preço — ela passa, sobretudo, pelas pessoas. Ainda assim, a gestão de equipes segue sendo um dos pontos mais negligenciados pelos gestores do setor.
Para Fran, muitos problemas começam antes mesmo do primeiro dia de trabalho: “Não saber contratar e não saber acompanhar o funcionário”.

Quando não há clareza de função, expectativa e acompanhamento, surgem conflitos internos que rapidamente transbordam para o atendimento. Situações comuns, como desalinhamento de tarefas e falta de comprometimento, minam a qualidade do serviço e a segurança da operação.
Como destaca a especialista: “Uma boa contratação evita muitos problemas depois”.
Além disso, a ausência de gestão ativa cria equipes inseguras, pouco treinadas e sem padrão de atuação. O impacto é direto na percepção do tutor.
Esse ponto também é reforçado por Gioso, ao alertar sobre erros recorrentes na liderança de equipes: “Treinar pouco e cobrar muito”.
Quando a comunicação interna é falha, os plantões se quebram, informações se perdem e a experiência do cliente se torna inconsistente. Segundo Gioso, isso afeta não apenas o clima interno, mas também a empatia e a confiança no atendimento: “O tutor não separa ‘clínica’ de ‘pessoa’; para ele, é a mesma coisa”.
Negligenciar a gestão de pessoas resulta em atendimento frio, demora, retrabalho e insegurança — exatamente o oposto do que o consumidor pet busca. Liderar equipes deixa de ser uma habilidade opcional e passa a ser um dos pilares para sustentar crescimento, reputação e rentabilidade no setor.
Tomar decisões sem dados aumenta riscos
Muitos gestores do mercado pet ainda tomam decisões baseados em sensação, experiência passada ou urgência do dia a dia. O problema é que, em um setor cada vez mais complexo, decidir sem dados deixa de ser intuição e passa a ser risco.
Para Gioso, a falta de indicadores compromete áreas críticas do negócio — da operação ao financeiro: “Tomar decisões sem dados é um erro de gestão cada vez mais caro”.
Sem métricas claras, o gestor não enxerga gargalos, não entende o que realmente dá lucro e tampouco identifica onde o dinheiro está sendo perdido. Indicadores essenciais como margem por serviço, taxa de conversão, no-show e produtividade da equipe seguem fora do radar de muitos negócios.
Como explica Gioso, há dados simples que fazem enorme diferença, mas ainda são pouco acompanhados: “O que ainda é pouco acompanhado: margem por serviço, conversão do WhatsApp, no-show, desconto como indicador de risco”.
A consequência direta é o desperdício de tempo, espaço e dinheiro — algo que Fran vivenciou na prática ao analisar os números do próprio negócio: “Analisei o metro quadrado que mais ocupava espaço e dava menos margem”.
Ao cruzar dados de espaço físico com rentabilidade, ela conseguiu redesenhar a estratégia: “Descobri que a ração ocupava muito espaço e dava pouca margem, enquanto o banho e tosa ocupava pouco espaço e dava muita margem”.
Esse tipo de decisão só é possível quando margem e lucro deixam de ser conceitos abstratos e passam a orientar a gestão. Como resume Fran: “Sem isso, você não decide nada”.
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Ignorar o novo comportamento do consumidor pet
O consumidor pet mudou — e continua mudando rápido. Neste ano, ignorar esse movimento significa perder espaço para negócios mais organizados, previsíveis e orientados à experiência.
Para Fran, o tutor de hoje busca muito mais do que preço: “Eles estão atrás de segurança, organização e comodidade”.

Esse novo perfil valoriza ambientes limpos, processos claros, equipe treinada e uma experiência que transmita confiança em cada ponto de contato. Não se trata apenas do atendimento clínico ou do banho e tosa, mas de toda a jornada — do primeiro contato ao pós-atendimento.
A especialista reforça que entender a rotina do cliente é essencial para fidelizar: “Quando você entende a rotina do cliente, você fideliza”.
Lembretes, relacionamento, proximidade e conveniência deixam de ser diferenciais e passam a ser expectativa básica. Poucos negócios fazem isso de forma estruturada — e é justamente aí que surgem as oportunidades.
Essa mudança de comportamento também exige uma postura mais profissional por parte dos gestores. Como aponta Fran: “O mercado está mais profissional e mais competitivo”.
Gioso complementa esse cenário ao destacar a crescente exigência por rapidez, previsibilidade e confiança, impulsionada pelo uso intensivo de canais digitais e pela comparação constante entre marcas e serviços.
Ignorar esse novo consumidor significa manter práticas antigas em um mercado que já virou a chave. Em 2026, a competitividade estará diretamente ligada à capacidade do negócio pet de oferecer organização, clareza, comunicação eficiente e experiência consistente — não apenas bons serviços.
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