Telemedicina veterinária: o que diz a resolução? Como oferecer?

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Por Equipe SimplesVet 

Tempo de leitura: 10 minutos

Atualizado em 

Imagine um tutor que percebe o pet diferente no meio da noite: sem apetite, mais quieto que o normal. A clínica está fechada e a dúvida não deixa dormir. A telemedicina veterinária foi feita para esse momento. 

Assim, por meio dela, com videochamadas e chats, você, profissional, consegue avaliar o animal remotamente, com segurança e dentro da lei, conforme a Resolução CFMV nº 1.465.

Porém, é importante ressaltar que a modalidade é um complemento ao atendimento na clínica. Isso significa antes de usar os serviços remotos, é necessário que você, como médico-veterinário, já tenha realizado uma sessão presencial com o paciente pet.

Essa interação é conhecida como Relação Prévia Veterinária-Animal-Responsável (RPVAR), um protocolo que permite teleconsultas, diagnósticos, prescrições e monitoramentos, exceto em casos de emergência.

Oferecer esse serviço vai muito além de ligar uma câmera: exige preparo, estrutura adequada e bom planejamento para garantir a qualidade do atendimento veterinário online.

Foi pensando nesse cenário que o SimplesVet desenvolveu este guia. Ao longo do artigo, você vai entender:

  • o que é telemedicina veterinária;
  • as vantagens e desvantagens;
  • os tipos de telemedicina veterinária;
  • o que diz a Resolução CFMV nº 1.465;
  • e como implementar a telemedicina veterinária;

Boa leitura!

O que é telemedicina veterinária?

Trata-se do uso de videoconferências e de aplicativos para prestar serviços de saúde animal a distância, como consultas, monitoramento e diagnósticos. Regulada no Brasil desde 2022, essa prática exige uma Relação Prévia Veterinário-Animal-Tutor presencial. No entanto, não substitui as visitas à clínica em situações de urgência.

Além da RPVAR, os profissionais que desejam prestar atendimento veterinário online devem se atentar às exigências e boas práticas definidas pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV):

  • registro e habilitação: a prática é exclusiva para médicos-veterinários com inscrição ativa no Sistema CFMV/CRMVs e para pessoas jurídicas que possuam a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART);
  • vedação em urgências: é proibido o uso da telemedicina em casos de urgência e emergência, situações que exigem atendimento imediato na clínica;
  • limitações na teletriagem e na teleorientação: nestas modalidades, o profissional está proibido de realizar diagnósticos, prescrever tratamentos ou solicitar exames. Além disso, deve informar ao tutor, antes do início, que o procedimento não é uma consulta virtual;
  • regras para doenças crônicas: no telemonitoramento de pacientes com doenças crônicas, é obrigatória a realização de um encontro presencial a cada 180 dias;
  • identificação profissional nas receitas: toda prescrição precisa conter a identificação completa do médico-veterinário (nome, CRMV, telefone e endereço físico e eletrônico), além dos dados do paciente e do responsável;
  • registro em prontuário: o profissional deve registrar todas as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) utilizadas durante a assistência remota.

Como funciona o atendimento por vídeo?

O teleatendimento pode ocorrer tanto por meio de tecnologias veterinárias já disponíveis no mercado quanto por meio de soluções que sua empresa desenvolver (se houver interesse). No entanto, lembre-se de sempre respeitar todos os critérios e as garantias previstas na lei, independentemente da sua decisão.

De toda forma, o médico-veterinário permanece responsável por qualquer ato praticado na telemedicina; nada muda em relação ao atendimento no consultório. É uma continuidade natural do seu compromisso com a qualidade do cuidado.

O que muda, na verdade, são as adaptações e revisões que você deve fazer nos processos da sua clínica veterinária.

E o que podemos extrair de positivo (e de atenção) dessa regularização? Vamos começar pelos benefícios!

Quais são as vantagens da telemedicina veterinária?

O atendimento online de médicos-veterinários amplia o acesso aos cuidados, oferece orientações rápidas e reduz o estresse do animal ao evitar deslocamentos. Também reduz custos e facilita o monitoramento de doenças crônicas. Para as clínicas, aumenta a eficiência, expande o alcance da marca e reforça a competitividade.

Pense em um veterinário que acompanha um cão com doença renal crônica. Em vez de encaixar o tutor na agenda toda semana só para uma consulta de rotina, ele agenda uma teleconsulta rápida, avalia a evolução do paciente e libera o horário presencial para casos que realmente precisam de exame físico. 

Menos deslocamento para o tutor, menos estresse para o animal e uma agenda muito mais eficiente para o seu negócio. 

Agora, em mais detalhes, confira as vantagens para animais/tutores e para a gestão das clínicas veterinárias.

Benefícios para pets

  • Acesso e conveniência. Facilita cuidados de saúde independentemente da localização geográfica, sendo crucial para áreas rurais e tutores com dificuldades de deslocamento;
  • Disponibilidade 24h e orientação rápida, decisivos para evitar complicações e esclarecer dúvidas imediatas;
  • Redução do estresse animal. O pet permanece no ambiente familiar e evita a ansiedade ou o medo causados pelo transporte/ambiente da clínica;
  • Economia de tempo e de custos. Evita deslocamentos desnecessários em casos que não são de urgência e reduz gastos operacionais de transporte;
  • Monitoramento de doenças crônicas. Facilita o acompanhamento contínuo de pacientes com condições como diabetes ou doenças cardíacas;

Benefícios para clínicas e médicos-veterinários

  • Eficiência operacional. Otimiza o fluxo de pacientes e reduz o tempo de espera na clínica física;
  • Ampliação de serviço. As clínicas podem trabalhar com especialidades que não estão disponíveis localmente;
  • Acessibilidade e alcance. Permite ampliar o alcance da marca e atender clientes sem acesso a um veterinário na sua região;
  • Diferencial competitivo. É um atrativo para conquistar e fidelizar clientes que preferem a assistência a distância quando não há necessidade de contato presencial.

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E quanto às desvantagens da telemedicina veterinária? Veja a seguir os pontos que merecem atenção.

Quais são as desvantagens da telemedicina veterinária?

O atendimento por videochamada impede a realização de exame físico completo, o que pode comprometer o diagnóstico e atrasar tratamentos presenciais necessários. Além disso, exige uma boa infraestrutura tecnológica, a adaptação dos processos internos e o treinamento da equipe para garantir a segurança e a conformidade com a lei.

Entenda melhor esses contras:

  • impossibilidade de exame físico completo. O veterinário não pode aferir temperatura, realizar ausculta cardíaca/pulmonar, apalpar linfonodos ou realizar outros procedimentos táteis essenciais para um diagnóstico preciso;
  • risco de diagnósticos superficiais. A ausência de contato físico pode levar a suportes superficiais, nos quais queixas primárias podem ser mal interpretadas ou condições graves podem passar despercebidas;
  • agravamento de quadros clínicos. Se um tutor optar pelo modelo online por comodismo em casos que exigiam visita ao consultório, o atraso no diagnóstico físico pode piorar o prognóstico do animal;
  • dependência tecnológica. Requer plataformas estáveis, boa conexão de internet e o uso de assinaturas eletrônicas para a emissão de documentos válidos;
  • investimento em soluções de telemedicina. Requer câmeras e outras tecnologias que garantam um atendimento seguro e sem interrupções. Ainda que o investimento seja relativamente baixo, demanda planejamento e alocação de recursos;
  • treinamento e mudança na rotina. A equipe precisa compreender as melhores práticas e o que evitar, além de revisar todos os processos de agendamento, reagendamento e cancelamento.

E tem mais um ponto que vale atenção: atendimento remoto pode parecer distante para quem está do outro lado da tela. Afinal, O tutor que ama o pet como filho quer sentir que o veterinário se importa tanto quanto ele. 

Por isso, mesmo numa teleconsulta, o tom acolhedor faz toda a diferença. O cuidado precisa aparecer na voz, nas palavras e na atenção, mesmo que a consulta seja por vídeo.

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Saiba mais

Ao longo do conteúdo, já falamos um pouco sobre os tipos de telemedicina veterinária. Agora, vamos explorar cada modalidade com mais detalhes!

Quais são os tipos de telemedicina veterinária?

Os principais tipos incluem a teleconsulta (único que permite diagnóstico, exames e prescrição de medicamentos), a teletriagem (avalia a necessidade de visita presencial), a teleorientação (fornece orientações gerais), o telemonitoramento (acompanhamento crônico ou pós-cirúrgico), a teleinterconsulta (troca de informações entre veterinários) e o telediagnóstico (laudo de exames digitais).

Acompanhe mais detalhes sobre cada modalidade para entender melhor como oferecer telemedicina veterinária na sua clínica!

Teleconsulta

A teleconsulta é o conceito base da telemedicina, a partir do qual podemos identificar os demais conceitos específicos nesse panorama geral.

É a única modalidade que permite definir o diagnóstico, solicitar exames e prescrever medicamentos. Também é proibida em casos de urgência e de emergência.

Teletriagem

Na teletriagem, o atendimento segue o mesmo preceito da teleconsulta, mas não há diagnóstico. A finalidade aqui é determinar os próximos passos.

Ou seja, o médico-veterinário tem como principal objetivo identificar, com base em um exame visual preliminar, a necessidade, ou não, de assistência presencial e de maior urgência.

Teleorientação

Como o próprio nome já indica, trata-se de uma orientação geral e inicial sobre a saúde do animal. Serve para tirar dúvidas básicas e, dependendo do caso, pode evoluir para uma teletriagem ou para a indicação de um especialista.

Aliás, tanto aqui quanto na teletriagem, o profissional deve informar ao tutor que não se trata de uma consulta virtual. Também não permite diagnósticos nem receitas.

Telemonitoramento

O telemonitoramento (também conhecido como monitoramento remoto) é um meio de usar tecnologia (como câmeras, sensores e aplicativos de vídeo) para avaliar um paciente.

Situações permitidas:

  • quando já houve atendimento presencial antes;
  • durante a recuperação de procedimentos clínicos ou cirúrgicos;
  • no tratamento de doenças crônicas, sendo que, neste caso, o animal deve realizar uma consulta na clínica a cada 180 dias.

Teleinterconsulta

Ocorre exclusivamente entre médicos-veterinários para troca de informações e opiniões. Por exemplo, pode ajudar a definir a melhor abordagem terapêutica para tratar um animalzinho sob a responsabilidade de um deles.

Telediagnóstico

No telediagnóstico, é possível emitir laudos ou avaliações de exames com o auxílio de dados transmitidos e/ou recebidos pela internet. É uma maneira de agregar mais informação e precisão ao teleatendimento.

Agora que você conhece os tipos de telemedicina veterinária, podemos explorar um pouco mais o lado burocrático da Resolução CFMV nº 1.465.

O que diz a resolução da telemedicina veterinária (CFMV nº 1.465)?

A norma 1465 especifica que somente médicos-veterinários registrados podem atuar, exige uma relação presencial prévia e proíbe atendimentos remotos em situações de urgência. Além disso, define regras específicas para cada modalidade, atribui responsabilidades, requer o uso de tecnologias seguras, regulamenta as assinaturas eletrônicas e estabelece critérios para a guarda dos prontuários.

Veja os principais pontos da resolução!

Principais pontos da resolução

Consta na legislação publicada no Diário Oficial da União que a telemedicina só pode ser praticada por médicos veterinários, desde que estejam inscritos no Conselho Federal ou Regional de Medicina Veterinária.

Como falamos antes, este tipo de serviço pode ser prestado por pessoas jurídicas registradas com Anotação de Responsabilidade Técnica de profissional inscrito.

Requisitos necessários

O ponto mais restritivo da resolução está na teleconsulta: só é permitida quando já existe uma relação presencial prévia entre o profissional e o paciente, devidamente registrada. O Art. 7º atesta:

“A teleconsulta veterinária somente pode ser efetivada nos casos em que o responsável tenha estabelecido RPVAR de forma presencial e devidamente registrada, sendo vedada nos casos de urgência e emergência.”

A partir daí, a norma detalha outras modalidades, cada uma com suas próprias condições:

  • teleorientação e teletriagem não equivalem a uma consulta. O profissional é obrigado a informar isso ao tutor, e estão proibidos diagnóstico, solicitação de exames e qualquer prescrição;
  • telemonitoramento só é possível após atendimento presencial anterior, em casos de doenças crônicas ou recuperação de procedimentos. Consultas presenciais devem ocorrer a cada 180 dias no máximo;
  • teleinterconsulta exige que o profissional remoto avalie se tem informações suficientes para emitir sua opinião com segurança. A responsabilidade principal permanece com quem atende o animal presencialmente;
  • animais de produção requerem conhecimento prévio da propriedade, considerando manejo sanitário, histórico do rebanho, clima e topografia.

Tecnologia e segurança digital

As ferramentas utilizadas precisam garantir integridade, segurança e sigilo das informações, e o profissional é responsável por avaliar se os dados recebidos são suficientes para um ato médico-veterinário seguro.

“Art. 13. A Telemedicina Veterinária somente pode ser realizada por meio de TICs aderentes às Resoluções editadas pelo CFMV e à preservação dos direitos individuais dos responsáveis pelos pacientes, garantindo a integridade, segurança, sigilo e fidelidade das informações.”

Outros pontos relevantes:

  • documentos assinados à distância devem usar assinatura eletrônica avançada ou qualificada, de forma que qualquer alteração posterior seja detectável;
  • todas as informações, sinais e imagens do atendimento integram o prontuário do paciente e devem ser preservadas;
  • as tecnologias utilizadas em cada modalidade precisam ser registradas no prontuário;
  • a guarda dos dados segue a legislação vigente e é responsabilidade do médico-veterinário ou do estabelecimento.

Prescrição veterinária

Os art. 11º e 12º tratam da prescrição veterinária e da assinatura eletrônica, que é necessária em determinadas situações.

A prescrição à distância é permitida, mas com exigências específicas que garantem rastreabilidade e autenticidade. Toda receita emitida por teleconsulta ou telemonitoramento deve conter:

  • identificação completa do médico-veterinário (nome, CRMV, telefone e endereço físico e/ou eletrônico);
  • identificação do paciente e do tutor;
  • data e hora do atendimento;
  • assinatura eletrônica avançada ou qualificada.

Receituários de medicamentos sujeitos a controle especial exigem assinatura eletrônica qualificada e seguem normas dos órgãos reguladores específicos. Já no telediagnóstico, laudos e pareceres devem ser assinados eletronicamente por todos os profissionais envolvidos.

Limites e restrições no uso

Quanto aos limites e restrições de uso, a Resolução CFMV nº 1.465 estabelece que os casos de emergência e urgência não são passíveis de consultas remotas.

Portanto, o atendimento veterinário presencial é obrigatório nessas situações.

A responsabilidade de estabelecer os limites é do médico-veterinário, que pode decidir o que será realizado ou não durante a sessão.

Com todas as informações legais e conceituais, resta aos profissionais do setor uma grande dúvida: “como implementar a telemedicina veterinária?”.

Como implementar a telemedicina veterinária na sua clínica?

Escolha ferramentas seguras, em conformidade com a LGPD, que facilitem a organização de prontuários digitais. Fale com os tutores sobre as limitações e os custos. Siga sempre as normas do CFMV e confirme o vínculo presencial antes de realizar consultas online. Mantenha os registros clínicos atualizados e bem organizados.

A seguir, veja essas principais etapas de como oferecer telemedicina veterinária!

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Não espere o primeiro agendamento para decidir como agir. Mapeie quais casos aceitam o atendimento remoto (como retornos, monitoramento de doenças crônicas ou triagens) e quais exigem presença física obrigatória.

Monte um checklist técnico:

  • equipamentos: a clínica tem câmera de alta resolução e microfone de qualidade?;
  • documentação: há modelos de prontuários digitais e de termos de consentimento prontos?;

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E, para se preparar melhor, faça testes com a equipe para identificar falhas de conexão e ajustar o fluxo de trabalho antes de abrir a agenda para os tutores.

Invista em infraestrutura e segurança

O atendimento remoto exige estabilidade e privacidade. Garanta uma conexão de internet de alta velocidade para upload e uma área reservada na clínica, livre de ruídos e com iluminação adequada.

Além do hardware, a segurança da informação é importantíssima. Escolha um software para sua clínica veterinária que garanta a criptografia dos dados, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), para proteger o histórico médico e a privacidade do tutor.

Eduque os clientes sobre a dinâmica

A telemedicina pode ser uma novidade para muitos tutores. Vale a pena criar guias práticos (via WhatsApp ou e-mail) que expliquem o funcionamento do serviço.

Instrua o cliente sobre:

  • quanto tempo, em média, dura a consulta;
  • como entrar na plataforma;
  • quanto custa o serviço;
  • os já citados limites do atendimento online.

Mantenha registros médicos organizados

Lembre-se de que, independentemente do modelo de consulta, você deve manter seus registros médicos atualizados, organizados e em conformidade com as leis vigentes.

Essa questão exige a mesma atenção para garantir a ordem em suas prescrições, prontuários veterinários, autorizações e em todo o tipo de documento necessário ao atendimento de seus pacientes.

Como melhorar a gestão da sua clínica veterinária?

A telemedicina funciona melhor quando a gestão por trás dela também funciona. Para isso, você pode contar com o SimplesVet, uma plataforma que integra agendamentos, prontuários e comunicação em um só lugar, para que a experiência do tutor seja tão boa na tela quanto no consultório. 

Na prática, isso significa:

  • prontuário 100% online: acesse o histórico clínico completo de qualquer lugar, na hora que precisar;
  • anexos multimídia: salve fotos e vídeos enviados pelos tutores direto na ficha do animal;
  • comunicação integrada: mande mensagens de acompanhamento por WhatsApp, SMS ou e-mail sem sair do sistema;
  • agenda inteligente: organize presenciais e teleconsultas no mesmo lugar, sem conflito de horários;
  • aplicativo SimplesVet: deixa o tutor acompanhar a saúde do pet de onde estiver.

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Perguntas frequentes

A telemedicina veterinária é permitida no Brasil?

Sim, é permitida no Brasil, regulamentada pela Resolução CFMV nº 1.465/2022. A prática autoriza médicos-veterinários com inscrição ativa e empresas registradas a prestar atendimentos remotos, como orientações e monitoramentos, desde que respeitem as normas éticas vigentes e promovam a segurança e o bem-estar dos animais.

É possível prescrever medicamentos por meio de teleconsulta veterinária?

Sim, mas apenas por meio de teleconsultas, que exigem uma relação prévia presencial entre o médico-veterinário e o animal registrado. Prescrições em teletriagem ou teleorientação são proibidas. O documento deve sempre conter os dados completos do profissional e a assinatura eletrônica avançada ou qualificada (certificado digital).

Quais cuidados legais a clínica deve ter ao implementar telemedicina?

As clínicas precisam cumprir as diretrizes estabelecidas pela Resolução nº 1.465/2022. Entre as exigências, estão o registro no CRMV, a anotação de responsabilidade e o vínculo presencial prévio para as teleconsultas. O profissional deve ter assinatura digital qualificada, registro no prontuário e total sigilo, conforme a LGPD.

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